terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Os livros que li em 2015


 2015 foi o ano que superei o meu último Record, li 57 livros, o que é um orgulho pra mim. Se você é um dos apaixonados por livros que fazem uma listinha que todos os livros que leram no ano, esse post é pra você. E como sempre, houveram livros que eu mais me apaixonei pelos personagens e pela história e aqui vai os 10 melhores livros da minha lista de leitura de 2015. Vou começar em ordem cronológica, então vamos lá! 


 Cartas de amor aos mortos





" Tudo começa com uma tarefa para a escola: escrever uma carta para alguém que já morreu. Logo o caderno de Laurel está repleto de mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, Judy Garland, Elizabeth Bishop… apesar de ela jamais entregá-las à professora. Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sobre sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky.
Mas Laurel não pode escapar de seu passado. Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era — encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um — é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho."

Esse é um dos meus livros favoritos e é o único livro que eu já li duas vezes, então vocês já podem imaginar a qualidade. Digamos que Cartas de amor aos mortos tenha uma semelhança com As vantagens de ser invisível, pois nos dois livros os personagens principais sofrem pelo passado e precisam superá-los, também há a busca por novos amigos e a sexualidade na adolescência. Quando leio esse livro sinto uma sensação estranha e boa, é quase como ser infinita ♫


 A terra inteira e o céu infinito 




 "Numa remota ilha do Canadá, a escritora Ruth cata mariscos com o marido na praia quando se depara com um saco plástico coberto de cracas que envolve uma lancheira da Hello Kitty. Dentro, encontra um livro de Marcel Proust, Em busca do tempo perdido, e se surpreende ao descobrir que o miolo, na verdade, é o diário de uma menina japonesa, Nao. A sacola misteriosa, segundo os rumores dos habitantes, é mais um dos destroços do último tsunami que devastou o Japão e foi levado pelas correntezas até a ilha. Desde então, Ruth é tragada pela história do diário de Nao, uma menina que, para escapar de uma realidade de sofrimento – de bullying dos colegas e de um pai desempregado e suicida –, resolve passar seus últimos dias lendo as cartas do bisavô, um falecido piloto camicase da Segunda Guerra Mundial, e contando sobre a vida da avó, uma monja budista de 104 anos. O que Ruth não esperava era que o diário iria levá-la a uma viagem onde ela e Nao podem finalmente se encontrar fora do tempo e do espaço."

A terra inteira e o céu infinito é um romance onde a autora faz parte da história, porém não é uma narrativa baseada em fatos reais, a autora é uma personagem e todo o resto é ficcional. Ruth, a autora, encontra um diário na praia e passa a lê-lo, porém as páginas contam uma triste história de uma garota japonêsa que enfrenta a ideia de suicídio todos os dias. 
É uma história triste, inspiradora, romântica, linda e horrível.  Eu nunca me surpreendi tanto lendo um livro, em páginas eu estava feliz, em outra eu chorava, as vezes me sentia infinita, as vezes meu coração doía. É um dos melhores livros que li em toda a minha vida e é claro, é o xodó da minha estante. ♥


 E não sobrou nenhum




 "No seu momento de maturidade literária, intensa criatividade e inventividade, Agatha Christie nos brinda com E não sobrou nenhum, considerado o melhor livro de suspense de todos os tempos, uma pérola do romance policial. Uma trama urdida cuidadosamente onde nenhum detalhe está fora do lugar, com a construção de incríveis elementos: a ilha deserta e isolada, a grande mansão e principalmente o fato de todos os convidados serem mutuamente suspeitos. Com essa atmosfera a autora já abre inúmeras possibilidades para a evolução da trama, e este é um dos seus grandes trunfos utilizados com muita argúcia para enriquecer o enredo. Outro fator que atesta a importância e a força desta ambientação é que os elementos utilizados por Aghata Christie tornaram-se alguns dos lugares-comuns mais visitados de toda a ficção policial em filmes, seriados, novelas e até mesmo em jogos de tabuleiro.

Outro aspecto explorado no romance é a exposição de facetas psicológicas dos personagens que ganham grande importância, pois é desta camada que vão surgindo alguns estados de loucura que são evidenciados em função do confinamento, do medo de ser a próxima vítima e da suspeita mútua de quem possa ser o assassino. Os supostos crimes cometidos vêm à tona, e ao longo do livro vão ganhando camadas e elucidando os motivos que unem personagens tão díspares. Culpados ou inocentes? Algozes ou vítimas? Nesse jogo de gato e rato identificar o assassino não é tarefa fácil e o leitor vai aventando possibilidades, perscrutando os personagens e mergulhando nesta trama onde culpa, arrependimento e loucura vão se confundindo.

Lançado em 1939 E não sobrou nenhum quebrou as regras vigentes até então para o gênero policial e investigativo, porque em sua narrativa nenhum detetive soluciona o mistério e o criminoso escapa das garras da lei. A obra também foi adaptada para o cinema pelo diretor René Clair, em 1945, com o título O Vingador Invisível. Aclamado pelo público trata-se de uma aula de como elaborar um romance do gênero: apegado ao real, sem excessos, com personagens consistentes e fluidez. É sem dúvida um romance basilar do gênero."

Esse livro é o mais instigante e curioso que eu já li. Romances policiais sempre me despertam um grande interesse, porém esse livro ultrapassa todos os limites. Eu não consegui largá-lo enquanto não descobri quem era o assassino. 



 O hobbit


 "Os hobbits são seres muito pequenos, menores do que os anões. São de boa paz, sua única ambição é uma boa terra lavrada e só gostam de lidar com ferramentas manuais. Este livro tem como personagem central o hobbit Bilbo Bolseiro. Ele vive muito tranquilo até que o mago Gandalf e uma companhia de anões o levam numa expedição para resgatar um tesouro guardado por Smaug, um dragão enorme e perigoso."

O hobbit me fez querer viver uma grande aventura com elfos, anões, ogros e dragões. Fiquei uma semana chamando minha mãe para viver uma aventura, porém vocês já devem imaginar o resultado. 
O senhor dos anéis


 "É impossível transmitir ao novo leitor todas as qualidades e o alcance do livro. Alternadamente cômica, singela, épica, monstruosa e diabólica, a narrativa desenvolve-se em meio a inúmeras mudanças de cenários e de personagens, num mundo imaginário absolutamente convincente em seu detalhes. Nas palavras do romancista Richard Hughes, ´quanto à amplitude imaginativa, a obra praticamente não tem paralelos e é quase igualmente notável na sua vividez e na habilidade narrativa, que mantêm o leitor preso página após página´. Tolkien criou em O Senhor dos anéis uma nova mitologia, num mundo inventado que demonstrou possuir um poder de atração atemporal."

É sério, eu preciso mesmo falar alguma coisa sobre esses livros? 
MA-RA-VI-LHO-SOS

A menina que não sabia ler



 "Em uma distante e escura mansão, onde nada é o que parece, a pequena Florence é negligenciada pelo seu tutor e tio. Guardada como um brinquedo, a menina passa seus dias perambulando pelos corredores e inventando histórias que conta a si mesma, em uma rotina tediosa e desinteressante. Até que um dia Florence encontra a biblioteca proibida da mansão. E passa a devorar os livros em segredo.Mas existem mistérios naquela casa que jamais deveriam ser revelados. Quem eram seus pais? Por que Florence sonha sempre com uma misteriosa mulher ameaçando Giles, seu irmão caçula? O que esconde a srta. Taylor? E por que o tio a proibiu de ler? Florence precisa reunir todas as pistas possíveis e encontrar respostas que ajudem a defender o irmão e preservar sua paixão secreta pelos livros – únicos companheiros e confidentes – antes
que alguém descubra quem ousou abrir as portas do mundo literário. Ou será que tudo isso não seria somente delírios de
uma jovem com muita imaginação?"

Esse livro é fan-tás-ti-co. Ainda me pergunto porquê não posso ser como a Florence. Toda a narrativa é incrível e surpreendente e com um final inimaginável! O livro já possui um segundo volume, mas ainda não tive a graça de ler. 
O homem invisível



  "Em uma noite gelada de fevereiro, surge numa cidade isolada na Inglaterra um desconhecido à procura de abrigo. Com o rosto coberto de bandagens, enluvado e de óculos escuros, esse homem misterioso, de pouca conversa, parece estar se recuperando de um acidente que o desfigurou. Pede à dona da estalagem um quarto reservado, onde possa passar os dias sem ser incomodado.

Mas a verdade está muito além da compreensão dos habitantes do vilarejo. Esse homem ríspido, que desde o início se indispõe com os demais, criou um método para se tornar invisível e caiu em sua própria armadilha: sem um antídoto, não pode voltar ao estado original.

Acossado pelos moradores, incapaz de lidar com o poder que a invisibilidade lhe confere, ele caminha gradualmente a um estado de violência e intolerância. Neste romance clássico da literatura inglesa, Wells constrói uma brilhante história sobre ambição, horror, e a capacidade da ciência de corromper as pessoas quando usada de forma abusiva."

Confesso que no início não dei nada por esse livro, porém como muitos outros ele me surpreendeu. Sabe aquele livro que é inacreditável em cada pagina? Então, esse é um bom exemplo. Sem contar que é cientificamente inteligente. 
Toda luz que não podemos ver
 




 "Marie-Laure vive em Paris, perto do Museu de História Natural, onde seu pai é o chaveiro responsável por cuidar de milhares de fechaduras. Quando a menina fica cega, aos seis anos, o pai constrói uma maquete em miniatura do bairro onde moram para que ela seja capaz de memorizar os caminhos. Na ocupação nazista em Paris, pai e filha fogem para a cidade de Saint-Malo e levam consigo o que talvez seja o mais valioso tesouro do museu.
Em uma região de minas na Alemanha, o órfão Werner cresce com a irmã mais nova, encantado pelo rádio que certo dia encontram em uma pilha de lixo. Com a prática, acaba se tornando especialista no aparelho, talento que lhe vale uma vaga em uma escola nazista e, logo depois, uma missão especial: descobrir a fonte das transmissões de rádio responsáveis pela chegada dos Aliados na Normandia. Cada vez mais consciente dos custos humanos de seu trabalho, o rapaz é enviado então para Saint-Malo, onde seu caminho cruza o de Marie-Laure, enquanto ambos tentam sobreviver à Segunda Guerra Mundial.
Uma história arrebatadora contada de forma fascinante. Com incrível habilidade para combinar lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, o premiado autor Anthony Doerr constrói, em Toda luz que não podemos ver, um tocante romance sobre o que há além do mundo visível."

Esse é o único livro que me deixou realmente indignada com a morte de um dos personagens. Eu fiquei tipo "Meu Deus, o que? Eu não acredito. Pera vou ler de novo. Ele morreu mesmo? Só pode ser brincadeira. É sério? Autor filho da ****"  Foi tão sério que eu me vi na necessidade de enviar um email para o autor reclamando a vida do personagem morto.
É um dos melhores livro do mundo.
  
As peças infernais


" A série As peças infernais é prelúdio da série Os instrumentos mortais. Em vez de Nova York, a história se passa na Londres vitoriana, mais ou menos 150 anos antes dos acontecimentos que envolvem os personagens do cultuado Cidade dos Ossos. Com 12 milhões de exemplares vendidos mundo afora e mais de 1 milhão de exemplares vendidos no Brasil, o universo dos Caçadores de Sombras criado por Cassandra Clare é um fenômeno editorial.

Anjo Mecânico (Vol. 1), de Cassandra Clare – 392 págs.
Quando a tia da jovem Tessa Gray morre, a única saída é mudar-se de Nova York para Londres e ir morar com o irmão, que está na Europa a trabalho. Ao chegar, Tessa é sequestrada por duas mulheres que, no cativeiro, a ensinam a explorar um dom que ela até então desconhecia. Tessa é capaz de se transformar em qualquer coisa que quiser. Esse dom logo se mostrará valiosíssimo para a luta dos Caçadores de Sombras contra os demônios e ela ficará cada vez mais envolvida com esse universo, especialmente por causa de Will Herondale.

Príncipe mecânico (Vol. 2), de Cassandra Clare – 406 págs.
Tessa Gray não está sonhando. Nada do que aconteceu desde que saiu de Nova York para Londres foi fruto de sua imaginação. Mas talvez Tessa Gray, como ela mesma se reconhece, nem sequer exista. O Magistrado garante que ela não passa de uma invenção. Para entender o próprio passado e ter alguma chance de projetar seu futuro, primeiro Tessa precisa entender quem criou Axel Mortmain, também conhecido como Príncipe Mecânico.

Princesa mecânica (Vol. 3), de Cassandra Clare – 434 págs.
O mistério sobre Tessa Gray e o Magistrado continua. Mas enquanto luta para descobrir mais sobre o próprio passado, a moça se envolve cada vez mais num triângulo amoroso que pode trazer consequências nefastas para ela, seu noivo, seu verdadeiro amor e os habitantes do Submundo
."

Sabe amor? Então multiplica. É o que eu sinto por essa trilogia. Desculpem, mas eu fiquei um mês arrasada por Will Herondale não ser real. Isso não é justo. O mundo não pode viver sem ele. É o triangulo amoroso mais perfeito e triste do mundo. Quem tem sorte mesmo é a Tessa por ter Jem e Will aos pés dela. 
 
Se você também leu algum desses livros, deixe um comentário falando o que achou.



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